segunda-feira, 25 de outubro de 2010

E no fundo de tudo, medo da morte.


Compadecida: Intercedo por esses pobres, meu filho, que não têm ninguém por eles.
Não os condene.
É preciso levar e conta a pobre e triste condição do homem.
Os homens começam com medo, coitados, e terminam por fazer o que não presta, quase sem querer.
É medo!
(...)
Medo de muitas coisas, do sofrimento, da solidão, e no fundo de tudo, medo da morte.
(...)
Na oração da Ave Maria, os homens pedem para eu rogar por eles na hora da morte.
Eu rogo.
E olho para eles nessa hora, e vejo que muitas vezes, que é na hora de morrer que eles finalmente encontram o que procuravam.

§

O Auto da Compadecida

2 comentários:

J.R. disse...

Adorei o texto!!!! Eu realmente tenho medo da morte, mas creio que essa seja a passagem para o melhor!!!! Parabéns pelo blog. Abraço.

Júlio disse...

oq a compadecida fala no final é simplesmente a síntese de toda a nossa vida... mais tocante, impossível.